Nada como o dia-a-dia. A segurança de se saber o que fazer todos os dias. A rotina que te faz ser alguém normal. A vontade de quebrá-la por diversas vezes e fazer tudo ao contrário.
Sem cotidiano não existe caos. E talvez ele próprio o seja...
Todo dia ela faz tudo sempre igual
Me sacode as 6 horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã
Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar
E essas coisas que diz toda mulher
Diz que está me esperando pro jantar
e me beija com a boca de café
Todo dia eu só penso em poder parar
Meio-dia eu só penso em dizer não
Depois penso na vida pra levar
E me calo com a boca de feijão
Seis da tarde como era de se esperar
Ela pega e me espera no portão
Diz que está muito louca pra beijar
E me beija com a boca de paixão
Toda noite ela diz pra eu não me afastar
Meia-noite ela jura eterno amor
E me aperta pra eu quase sufocar
E me morde com a boca de pavor
Ironias da vida, da rotina, do cotidiano, do mundo moderno.....
Chico Buarque, contemporâneo como sempre......
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
Consegui!!

Noooossa...há quanto tempo queria ter aberto esse blog...hoje finalmente consegui!
Quero aproveitar esse espaço para falar das coisas do dia-a-dia, de tudo o que vejo, penso e sinto.
Quero falar de tudo, quero saber de tudo. Por isso estou dividindo esse pequeno (por enquanto) espaço virtual com pessoas queridas.
Todo mundo tem um jeito de olhar a vida. E é isso que vamos fazer aqui, mostrar nosso jeito de ver a vida, de ver o mundo, de ver as pessoas e a nós mesmos.
E pra iniciar em grande estilo, aqui vai uma dica de um bom livro: "Cotidiano, de Paulo Monti".
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