quinta-feira, 16 de agosto de 2007

cotidiano

Nada como o dia-a-dia. A segurança de se saber o que fazer todos os dias. A rotina que te faz ser alguém normal. A vontade de quebrá-la por diversas vezes e fazer tudo ao contrário.

Sem cotidiano não existe caos. E talvez ele próprio o seja...


Todo dia ela faz tudo sempre igual
Me sacode as 6 horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã
Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar
E essas coisas que diz toda mulher
Diz que está me esperando pro jantar
e me beija com a boca de café

Todo dia eu só penso em poder parar
Meio-dia eu só penso em dizer não
Depois penso na vida pra levar
E me calo com a boca de feijão

Seis da tarde como era de se esperar
Ela pega e me espera no portão
Diz que está muito louca pra beijar
E me beija com a boca de paixão

Toda noite ela diz pra eu não me afastar
Meia-noite ela jura eterno amor
E me aperta pra eu quase sufocar
E me morde com a boca de pavor

Ironias da vida, da rotina, do cotidiano, do mundo moderno.....
Chico Buarque, contemporâneo como sempre......

Consegui!!


Noooossa...há quanto tempo queria ter aberto esse blog...hoje finalmente consegui!

Quero aproveitar esse espaço para falar das coisas do dia-a-dia, de tudo o que vejo, penso e sinto.

Quero falar de tudo, quero saber de tudo. Por isso estou dividindo esse pequeno (por enquanto) espaço virtual com pessoas queridas.

Todo mundo tem um jeito de olhar a vida. E é isso que vamos fazer aqui, mostrar nosso jeito de ver a vida, de ver o mundo, de ver as pessoas e a nós mesmos.

E pra iniciar em grande estilo, aqui vai uma dica de um bom livro: "Cotidiano, de Paulo Monti".